Lago de Nova Ponte, uma obsessão dos pescadores profissionais.

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13/12/2007

No dia 06 de Dezembro de 2007, representantes da ASPESCA esteve  na cidade de Patos de Minas em uma audiência pública solicitada pelas colônias de pescadores profissionais das cidades de Três Marias, Chaveslândia e Patos de Minas, todas no estado de Minas Gerais.

Patos é uma cidade conhecida dos pescadores e ambientalistas, pois em seu município corre uma grande parte do rio Paranaíba em sua “forma natural” sem barramento, e logo após passar pela cidade se torna um rio muito poluído onde o esgoto da cidade é despejado sem tratamento, situação muito desconfortável para a famosa  Patos de Minas conhecida no Brasil e no mundo como  a “CIDADE DO MILHO”.

Entre outras solicitações, os profissionais reivindicam liberar de imediato para a pesca profissional os lagos de Nova Ponte, Miranda, Capim Branco I e Capim Branco II  que represam o rio Quebra Anzol, Araguari  e uma grande parte de seus afluentes no Triangulo Mineiro. Querem derrubar as leis municipais aprovadas em cada uma das cidades que circundam o grande lago. Leis há anos questionadas nos tribunais pela Federação dos profissionais, onde perderam em todas as instâncias. Agora buscam uma solução política.

Nessa reivindicação argumentam que devido a escassez do pescado em suas regiões, o profissional tem que se deslocar mais de 300 km para exercer sua profissão. Argumentação essa que vai contra o discurso  do  próprio presidente da federação brasileira dos pescadores profissionais, presente na reunião, onde afirmou: “ A pesca profissional não  diminui  o estoque pesqueiro onde é praticada”.

Essa questão do impacto negativo da pressão da pesca sob o estoque pesqueiro ficou bem claro na explanação do técnico do IEF convidado pela assembléia mineira.

Alternativas á pesca profissional foram amplamente apresentadas durante a audiência pública. O vice-presidente da FBPE – Federação Brasileira de Pesca  Esportiva, Neudon Veloso, em seu discurso, salientou que o turismo ecológico com o desenvolvimento da pesca esportiva e a criação de peixes em tanques rede, são uma boa opção para que as 300 famílias ali representadas,  migrem dessa profissão extrativista, e que está na contra mão da desenvolvimento do país.

Essas alternativas foram recebidas com descrédito pela grande maioria dos profissionais, que estavam ali com o único objetivo de conseguirem autorização para pescar nos lagos da bacia do rio Araguari, e que não se conformam em pescar com linhas e anzol, o que já é permitido, querem pescar também com materiais  predatórios como redes e tarrafas, materiais  que não distingue os peixes a ser capturados, causando desequilíbrio nas espécies que por ventura venham a sobreviver em um lago que não é mais seu habitat natural, onde ficam extremamente indefesos contra essas armadilhas.

Os pescadores profissionais  não estão sendo devidamente informados  sobre o que realmente tem acontecido nos rios e lagos de onde eles tiram o sustento de suas famílias. Alternativas como as aqui apresentadas devem ser rapidamente difundidas entre os ribeirinhos para que seja revertida a situação de penúria que vive esses combativos brasileiros conhecedores das águas.

A SEAP-Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, precisa urgentemente estabelecer prioridades, lembrando que nossos rios foram na grande maioria represados, e que precisamos de uma política pública pragmática de incentivo a exploração sustentável dos recursos hídricos.

 

Marlúcio Ferreira

Diretor de Comunicação


Na foto a presença dos representantes da ASPESCA e da AMAR-PATROCINIO.

Da esquerda para a direita:

Marlúcio Ferreira - Comunicação ASPESCA
Oto Rodrigues      - Secretário AMAR
José Carlos Zamunaro - Presidente a ASPESCA
Neudon Veloso – Vice Presidente AMAR


O auditório cheio de pescadores profissionais de várias colônias de pesca de Minas Gerais, reivindicam  a liberação dos lagos da bacia do rio Araguari para a pesca profissional.



Neudon Veloso apresenta propostas alternativas e viáveis para que os pescadores
profissionais passem de extrativista á criadores de peixes em tanques redes, e que sejam profissionais também ligados ao turismo da pesca esportiva.

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