No dia 06 de Dezembro de 2007, representantes da ASPESCA
esteve na cidade de Patos de Minas em
uma audiência pública solicitada pelas colônias de pescadores profissionais das
cidades de Três Marias, Chaveslândia e Patos de Minas, todas no estado de Minas
Gerais.
Patos é uma cidade conhecida dos pescadores e
ambientalistas, pois em seu município corre uma grande parte do rio Paranaíba
em sua “forma natural” sem barramento, e logo após passar pela cidade se torna
um rio muito poluído onde o esgoto da cidade é despejado sem tratamento,
situação muito desconfortável para a famosa
Patos de Minas conhecida no Brasil e no mundo como a “CIDADE DO MILHO”.
Entre outras solicitações, os profissionais reivindicam
liberar de imediato para a pesca profissional os lagos de Nova Ponte, Miranda,
Capim Branco I e Capim Branco II que
represam o rio Quebra Anzol, Araguari e
uma grande parte de seus afluentes no Triangulo Mineiro. Querem derrubar as
leis municipais aprovadas em cada uma das cidades que circundam o grande lago.
Leis há anos questionadas nos tribunais pela Federação dos profissionais, onde
perderam em todas as instâncias. Agora buscam uma solução política.
Nessa reivindicação argumentam que devido a escassez do
pescado em suas regiões, o profissional tem que se deslocar mais de 300 km para
exercer sua profissão. Argumentação essa que vai contra o discurso do
próprio presidente da federação brasileira dos pescadores profissionais,
presente na reunião, onde afirmou: “ A pesca profissional não diminui
o estoque pesqueiro onde é praticada”.
Essa questão do impacto negativo da pressão da pesca sob o
estoque pesqueiro ficou bem claro na explanação do técnico do IEF convidado
pela assembléia mineira.
Alternativas á pesca profissional foram amplamente
apresentadas durante a audiência pública. O vice-presidente da FBPE – Federação
Brasileira de Pesca Esportiva, Neudon
Veloso, em seu discurso, salientou que o turismo ecológico com o
desenvolvimento da pesca esportiva e a criação de peixes em tanques rede, são
uma boa opção para que as 300 famílias ali representadas, migrem dessa profissão extrativista, e que
está na contra mão da desenvolvimento do país.
Essas alternativas foram recebidas com descrédito pela
grande maioria dos profissionais, que estavam ali com o único objetivo de
conseguirem autorização para pescar nos lagos da bacia do rio Araguari, e que
não se conformam em pescar com linhas e anzol, o que já é permitido, querem
pescar também com materiais predatórios
como redes e tarrafas, materiais que
não distingue os peixes a ser capturados, causando desequilíbrio nas espécies
que por ventura venham a sobreviver em um lago que não é mais seu habitat
natural, onde ficam extremamente indefesos contra essas armadilhas.
Os pescadores profissionais não estão sendo devidamente informados sobre o que realmente tem acontecido nos rios e lagos de onde
eles tiram o sustento de suas famílias. Alternativas como as aqui apresentadas
devem ser rapidamente difundidas entre os ribeirinhos para que seja revertida a
situação de penúria que vive esses combativos brasileiros conhecedores das
águas.
A SEAP-Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, precisa
urgentemente estabelecer prioridades, lembrando que nossos rios foram na grande
maioria represados, e que precisamos de uma política pública pragmática de
incentivo a exploração sustentável dos recursos hídricos.
Marlúcio Ferreira
Diretor de Comunicação

Na foto a presença dos representantes da ASPESCA e da
AMAR-PATROCINIO.
Da esquerda para a direita:
Marlúcio Ferreira - Comunicação ASPESCA
Oto Rodrigues -
Secretário AMAR
José Carlos
Zamunaro - Presidente a ASPESCA
Neudon Veloso – Vice Presidente AMAR

O auditório cheio de pescadores profissionais de várias
colônias de pesca de Minas Gerais, reivindicam
a liberação dos lagos da bacia do rio Araguari para a pesca
profissional.

Neudon
Veloso apresenta propostas alternativas e viáveis para que os pescadores
profissionais
passem de extrativista á criadores de peixes em tanques redes, e que sejam
profissionais também ligados ao turismo da pesca esportiva.