CABOS DE CORTIÇA SEMPRE LIMPOS
Uma das melhores maneiras de deixar os cabos de cortiça das varas sempre limpos é usar uma esponja dupla face com sabão neutro. Muitos outros métodos já foram experimentados pela equipe da revista Pesca & Companhia , pasta de dente, lixa d'água fina, palha de aço, entre outros, mas todos são muito abrasivos e provocam desgastes na cortiça diminuindo a sua vida útil.
Na verdade, o próprio uso causa um desgaste na cortiça com o atrito abrasivo das mãos. Além disso, impermeabilizá-la com verniz ou outros produtos equivalentes causam um problema maior porque prejudica a aderência à mão do pescador, ou falta de grip , fazendo com que escape durante o arremesso ou em uma briga com o peixe.
A esponja, sem dúvida, é a melhor alternativa por sua baixa abrasão e forte poder de limpeza. Use o lado verde com água e sabão neutro para eliminar a sujeira indesejável e tenha sempre suas varas com cabo de cortiça como saiu da loja.
A ISCA NO LUGAR CERTO
Quando executamos o arremesso skipping é normal que o impacto da isca soft na água faça com que ela deslize na haste do anzol e prejudique o seu próprio trabalho. Evite esse problema pingando uma pequena gota de super bonder perto do olho do anzol.
ATRÁS DA EFICIÊNCIA
Para aumentar a quantidade de fisgadas, principalmente quando pescamos espécies que atacam os jumping jigs durante a descida, como os atuns, basta prender a pernada mais longa do assist hook duplo no corpo da isca, para evitar que o anzol fique longe do jig enquanto ele cai.
AUMENTE A VIDA ÚTIL DE SUA LINHA
Nas minhas pescarias em água salgada, as linhas de monofilamento têm uma vida muito curta por causa da abrasão do sal contido na água do mar. Geralmente, elas duram cerca de apenas três a quatro pescarias e isso torna o custo de se pescar com o monofilamento maior do que se pescar com linhas de multifilamento - que inicialmente são mais caras, porém duram muito mais.
Uma boa maneira de conservar a multi e manter a sua aparência de nova é aplicar uma boa quantidade de spray de silicone (usados normalmente como desmoldantes) sobre a linha e sobre o equipamento. O produto é um material inerte (não tem cheiro e nem gosto) que forma uma camada de proteção.
GARATÉIAS E ANZÓIS SEM FERRUGEM
Quando pescamos no mar ou mangue nossas iscas sofrem com a ação corrosiva da água salgada ou salobra deixando garatéias e anzóis rapidamente oxidados (enferrujados). Quando garatéias e anzóis enferrujam sofrem danos em sua estrutura perdendo a ponta e capacidade de fisgar, assim como perdem resistência e quebram mais facilmente. Para evitar, é preciso lavar suas iscas após usá-las nessa condição para mantê-las em perfeito estado.
Nunca misture as iscas usadas no dia com as que estão na caixa, separe-as em uma caixa plástica menor (tipo tupperware ) que caiba de 10 a 15 iscas. Após a pescaria lave em água corrente. Se possível use uma escova de dente para limpar as partes de metal.
Também evite a ferrugem deixando as iscas de molho em uma mistura de água com uma colher de chá de bicarbonato de sódio (a venda em farmácias) na mesma caixa plástica até o dia seguinte. Depois, basta secar e guardar que estarão prontas para sua próxima pescaria.
ISCAS NATURAIS – IDEAL PARA INICIANTES
"Apesar de já não mais usar a isca natural em minhas pescarias, ela é melhor para algumas espécies, como os peixes de couro. Ela também é mais interessante para quem está iniciando, por ser mais passiva. Para os pescadores que usam o fly é interessante conhecer as características e o perfil para poder imitá-las"
Dica: Uma excelente isca para piraputangas e eventualmente pacus e dourados é o gafanhoto-tucura. Para iscá-la é preciso cortar parte da asa e as patas e evitar que o inseto ande na linha. Atravesse o inseto por trás, fazendo com que o anzol número 8 de haste longa saia no meio do corpo. Para lançar use um molinete e a isca sem chumbo
BASTA UM PEDAÇO DE FITA
Uma solução bem simples para consertar o wader breathable (espécie de macacão impermeável) quando se pesca na beira do rio é colar um pedaço da fita silver tape. Para transportá-lo no colete do macacão, basta enrolar um pedaço da fita em um tubo de caneta ou de filme, que também serve para armazenar os pedaços de monofilamento cortados.
CHICOTE PARA GAROUPAS
Na pesca de grandes garoupas com iscas naturais vivas ou mortas, uso linhas de multifilamento muito fortes com 150 a 250 lb de resistência e líderes de nylon de 200 lb. Normalmente, quando o anzol enrosca no fundo, é muito difícil conseguir quebrar a linha e, quando isso acontece próximo à superfície, pode-se perder muitos metros de linha multifilamento, que é bastante cara. Para solucionar o problema, eu costumo usar entre o líder de 200 lb e a linha de multifilamento um pedaço de linha monofilamento de 100 lb de 10 cm de comprimento. Em caso de enrosco, você perde só o anzol e não a linha
MOTOR SEMPRE COM JEITO DE NOVO
Motores de popa exigem cuidados de manutenção como seu carro de passeio. São procedimentos simples e rápidos que o mantém com aquele jeitinho de "zero" que tanto gostamos. Após uma pescaria, principalmente se aconteceu na água salgada, lave seu motor externamente com sabão neutro e água corrente. Instale o "orelhão" ou conecte a mangueira com água doce corrente na entrada específica (caso seu motor tenha essa opção) e deixe o motor funcionando até esgotar o combustível da mangueira, que deve estar desconectada do tanque. A água que vai circular por dentro das câmeras de refrigeração retira resíduos capturados no local onde você pescou. Não esqueça de secar com um pano macio toda parte externa do equipamento. Uma boa prática após secá-lo é pulverizar todas as partes articuladas do motor com spray de silicone ou WD-40. Dê atenção especial ao montante que o prende ao espelho de popa. Sempre que for transportá-lo, para evitar riscos use uma capa, disponível em lojas de náutica e pesca. Um cobertor velho ou edredom pode substituir a capa.
NA PROFUNDIDADE CERTA
Excelentes opções de crank são os feitos com barbela de titânio e com duas opções de regulagem, o que o torna mais versátil. A primeira regulagem - mais perto da isca - serve para alcançar sua profundidade máxima. O segundo alcança profundidades menores, cerca de um metro da superfície. Para regular basta mudar a argola de furo.
COMO LAVAR O SEU EQUIPAMENTO
Sempre que usar o equipamento, seja na água doce ou salgada, lembre-se de lavá-lo. No caso de carretilhas e molinetes, feche bem a fricção ou freio para a água não entrar nos discos e deixe os equipamentos por alguns minutos debaixo de água corrente, que se estiver um pouco aquecida melhor. Em seguida, tire o excesso de água balançando a peça e coloque-a para secar no tempo - trabalho que também pode ser feito com um pano macio. É interessante usar uma escova de dente velha para limpar o guia fio, local de maior acúmulo de sujeiras em suspensão encontradas na água. Lembre-se: manutenção em dia é peixe na foto.
ÁGUA DOCE NAS ARTIFICIAIS
Quando pesco no mar, assim que acabo de utilizar uma isca artificial, coloco-a em um pote com água doce. Desta forma, há a garantia de maior durabilidade das iscas pelo fato delas estarem imersas na água doce. Além disso, elas enroscam menos umas nas outras, pois as garatéias permanecem sempre para baixo e em uma mesma posição.
MAIOR ORGANIZAÇÃO
Sempre carregue um estojo vazio extra para cada seleção de iscas que for usar. Esta medida é interessante para evitar que você carregue peso desnecessário, não misture as moscas usadas com as novas ou, caso pesque no mar, exponha suas iscas a maresia.
ISCAS NATURAIS USO TÉCNICO
Muitas pessoas têm certo preconceito pela pesca com iscas naturais por achar que não é tão técnica como a pesca com iscas artificiais, mas isso é um grande engano. A pesca com iscas naturais é bastante utilizada e o conhecimento dessas técnicas pode significar o sucesso ou o fracasso da pescaria.
Dica: Pinte de azul o interior do viveiro do seu barco para manter as iscas mais tranqüilas e bem vivas. Providencie uma tampa transparente para evitar o choque ocasionado pela entrada repentina de luz. O susto que elas levam nessa hora faz com que batam contra as paredes do tanque, chegando até a morrer com o impacto. Já os camarões, chegam a pular fora do tanque quando a tampa é aberta.
DOIS EM UM
No período em que as represas estão com o nível das águas mais alto fica difícil definir o comportamento do black bass. Para identificar esse padrão mais facilmente, uso a técnica conhecida como double rig, que consiste em colocar um rubber jig no lugar do peso do sistema down shot. Assim, oferecemos duas opções diferentes aos peixes: uma bem mais lenta e que vem rente ao fundo com o jig, e outra mais acima e com nado mais vivo e atraente feito por uma minhoca finnesse.
USO DA GELADEIRA EM LANÇAS PEQUENAS
As geladeiras para conservar peixes sempre foram um transtorno a bordo de lanchas pequenas e médias, pois ocupam muito espaço e ficam zanzando de um lado para o outro, conforme o balanço do barco. Então resolvi prender a minha caixa de 150 litros no meio da praça de proa. Além de a geladeira ficar segura no lugar, ela ainda serve como um banco confortável para quem pesca na proa.
FACILIDADE NO TRANSPORTE
Costumo carregar meus líderes torcidos, enrolados em um carretel de linha vazio. Isso facilita o transporte e o armazenamento – é possível levar vários, o que ajuda a não perder tempo em minhas pescarias.
FISGUE OS AGITADOS
Nos dias em que os peixes estão muito ativos, costumo usar o seguinte artifício: removo as garatéias das iscas de superfície e as substituo por um único anzol simples na traseira da isca. É importante que se use dois split rings para que o anzol fique com a ponta virada para cima e não atrapalhe o movimento da isca. Esse pequeno detalhe, além de dar mais firmeza na fisgada, machuca menos o peixe e também é muito mais seguro em relação ás garatéias, no momento em que se tira o anzol da boca do peixe.
GARATÉIA EFICIENTE
Quando trocamos as garatéias de uma isca artificial é preciso lembrar que há uma grande diversidade de tipos que podem melhorar o resultado da pescaria. Normalmente, estão disponíveis no mercado modelos reforçados que, para ficarem mais resistentes, recebem uma maior quantidade de material. O resultado é um produto com arame mais grosso e mais pesado que o normal (standard).
As conseqüências dessa mudança podem ser sentidas pela alteração do nado da artificial. Por exemplo: se o plug estiver mais pesado, ele pode mergulhar mais fundo e levar mais tempo para retornar à superfície.
Uma das modificações mais comuns é substituir as originais por outras mais resistentes. Mas, em alguns casos, como na pesca do robalo e do bass, espécies que têm a pele da boca macia, é preferível a troca por garatéias mais finas que facilitem a fisgada
GRANDES PEIXES COM METAL JIG
Para não perder o peixe, nem a isca, quando usamos os jumping jigs na pesca de grandes espécies como olhos-de-boi, não use snaps. Eles que costumam abrir durante a briga. Para prender a isca use um girador de 80 lb ligado a um split ring. Amarre a linha no girador e, com um alicate, prenda o split ring no jig. Para camuflar o girador que é grande use dois assist hook.
ISCA BEM PRESA
Na montagem wacky, ao invés de usar o elástico para prender a minhoca (apresentado na reportagem "Wacky rig em novas versões", da edição 114), costumo usar uma tira de algum tubo plástico, que deixa a isca bem presa, diminui as chances de ela se cortar ao meio e mantém a posição do anzol perpendicular à isca, ou seja, a mesma montagem original.
ISCAS NATURAIS
"Pescar com iscas naturais é um recurso a mais para os pescadores. Conhecer suas particularidades e detalhes ajuda o pescador a evoluir"
Dica: Um recurso que aumenta as ações na pesca do robalo usando o camarão vivo com bóia é usá-la como um Popper. Para isso pode-se até preparar a bóia para que faça maior barulho na superfície, e movimentar a isca após algum tempo caso não tenha acontecido nenhuma ação.
LEITURA CORRETA
Para um perfeito funcionamento da sonda, nada pode atrapalhar o sensor. Por isso, sempre faça uma inspeção no casco do barco para verificar a presença de cracas imediatamente na frente do sensor ou no próprio, pois a turbulência criada por elas prejudica a leitura correta da sonda.
VINAGRE NOS PASSADORES
Quando pescamos no mar, os passadores costumam ficar verdes por causa da água salgada. Para retirar a oxidação, passo um cotonete umedecido com vinagre (ácido acético) e, em seguida, protejo os passadores aplicando um silicone líquido
ISCAS NATURAIS IV
"A pesca com isca natural é tão técnica quanto com as iscas artificiais. Para se ter uma idéia, nos Estados Unidos, que pode ser considerado o país que mais usa as artificiais, as naturais são usadas por 70% dos pescadores"
Dica: Uma excelente isca para a pesca do robalo é o xingó. Para travá-lo no anzol, a fim de arremessá-lo em direção às galhadas, deve-se usar um pedaço de tripa de mico.
RENTE AO FUNDO
A Piker é uma isca da Blue Fox criada originalmente para a pesca do pike e utilizada com sucesso no Brasil na pesca de traíras. Uma modificação simples e muito produtiva para a pesca do bass é substituir a parte traseira - para isso basta abrir o snap - por uma isca de meia água. A cabeça de chumbo ajuda a isca a nadar no fundo sem problemas - ela atinge até três metros -, evitar enroscos, além de atrair o peixe porque ela revolve o fundo.
JIG NO LUGAR CERTO
As varas de jumping jig normalmente não têm uma argola específica para prender as iscas (hook keeper), por isso a maioria dos pescadores acaba prendendo as iscas nos passadores da vara. Com a lancha em movimento esses jigs balançam e batem nos passadores. Isso, além de danificar os passadores, também estraga o acabamento dos jigs. Para resolver o problema eu uso uma tira de velcro, com uma argola sólida, presa ao cabo das varas logo abaixo do reel seat. Aí é só prender o assist hook na argola que o jig vai ter contato com a espuma da vara, sem danificar nada.
LIMPEZA RÁPIDA E PRÁTICA
Quando as mangueiras e outras partes da lancha apresentam bolores decorrentes da alta umidade, costumo usar água sanitária. Utilizo um borrifador de jardinagem para jogar o líquido nas partes afetadas. A água sanitária ajuda a limpar, sem a necessidade de ficar esfregando.
LEVE OS ANZÓIS DE FORMA SEGURA
Uma das melhores formas de levar seus anzóis numa pescaria é ter um porta-anzóis – que pode ser de tecido sintético com compartimentos fechados com zíper ou um tubo de PVC com recortes para acomodar as pontas na parte interna. Esta ferramenta apresenta duas vantagens inquestionáveis: a primeira é a de manter sempre as pontas protegidas, evitando acidentes no transporte e durante a pescaria, a segunda é a praticidade, pois fica muito mais fácil achar o anzol certo e montar o novo chicote sem perda de tempo e do peixe
LÍDER DUPLO
Pesco anchovas há muitos anos e, no começo, montava meus líderes com o albright – ele se desfazia por causa do atrito com os passadores. Para resolver este problema, criei o líder duplo, que apresenta as vantagens de não ter nó na junção, pois é feito por uma conexão conhecida como loop-to-loop – com ela, os peixes têm mais dificuldade em cortar a linha, porque são dois fios ao invés de um –, e ajudar na hora de embarcar o peixe, porque dá maior firmeza e evita que a linha escorregue pela mão. Para montar, faço um nó bimini twist na linha que sai da carretilha, em seguida utilizo um pedaço da linha monofilamento para que ela fique dupla e amarro um snap. Para unir a linha da carretilha à monofilamento, passo a laçada do líder por dentro do bimini, de 3 a 4 vezes.
LIMPEZA DE CARRETÉIS
Tanto em água doce quanto salgada os carretéis sofrem demais, tudo porque a linha no seu processo de "vai e vem" traz com ela o sal ou outras sujeiras em suspensão na água, motivo de sobra para limparmos com cuidado.
Existem várias maneiras de se fazer esse trabalho: enrolar a linha em uma latinha de cerveja, usar um carretel vazio, um outro molinete ou carretilha e até lançar mão de alguns apetrechos elétricos feitos com motores de máquina de costura. Agora, se nada disso for disponível, vale um balde de plástico usado para lavar roupa.
Ao retirar a linha do carretel vá colocando dentro do balde de forma contínua. Como o seu formato é cônico, as voltas se acomodarão no fundo sempre sobrepostas e com o raio aumentando. Com toda a linha retirada, lave o carretel para livrá-lo da sujeira e da ação corrosiva do sal. Enrole a linha novamente limpando-a com um pano úmido. O ideal é repetir a operação mais duas vezes
LINHAS MENOS ENROLADAS
Para reduzir a possibilidade de cabeleiras nas linhas multifilamentos, e até prolongar sua vida útil, evite travar o molinete após o arremesso girando a manivela. Se você travar o molinete, corre o risco de embaraçar a linha. Para evitar o problema procure fechar o bail com mão
LONGE DO SOL
Pesco com as iscas artificiais há um bom tempo e sempre ouvi histórias de que elas se deformam ou racham após uma longa exposição ao sol dentro da caixa de pesca com a tampa da fechada. Não acreditava nesse fato até que tive 30 iscas para a pesca do bass totalmente deformadas. Como as iscas têm uma câmara de ar interna, o calor faz o gás dilatar e cria uma pressão que pode deformar e até mesmo a abrir a selagem delas.
A partir deste dia, nunca deixo a caixa exposta ao sol por muito tempo. Nos dias muito quentes, sempre coloco uma toalha molhada em cima para evitar que ela esquente demais
BRILHO PARA ISCAS GLOWS
A forma mais fácil e que faz com que o brilho das iscas glows (que brilham no escuro) dure por mais tempo é usar o flash de máquinas fotográficas. Com apenas um disparo, as iscas parecem brilhar muito mais do que as que ficaram expostas à luz de lâmpadas normais.
MAIOR AÇÃO
Para tornar mais natural e aumentar a mobilidade da isca soft na pesca do bass, costumo iscar de uma forma diferente. Prendo a minhoca no sentido do corpo para a cabeça apenas na altura que vai da ponta ao inicio da curva. Apesar desse método ter apenas um ponto de contato, a sua fixação é tão resistente quanto as convencionais.
LIGAÇÕES ELETRIZANTES
Há uma adaptação que torna mais fácil usar as carretilhas elétricas muito em moda atualmente. Ela consiste em colocar duas barras de aço inox ligadas diretamente à bateria da lancha. Na hora de pescar, basta você prender os jacarés das carretilhas nas barras de aço. Neste sistema é possível ligar até três carretilhas em uma barra de 12 cm de comprimento. É muito importante colocar um fusível de 50 ampéres no fio positivo – que traz energia das baterias –, pois, caso algum objeto metálico se encoste nos pólos, ele pode evitar um curto circuito
MAIS LEVES E MAIS ATRATIVAS
Para a isca ficar mais leve, retire o miolo da minhoca plástica com um tubo de antena. Introduza cerca de 1 a 2 cm abaixo da cabeça da minhoca e retire cerca de 30% a 40% do corpo da isca. Além de a isca afundar mais lentamente, o procedimento é ideal para os dias em que o bass está mais devagar. Dessa forma fica mais fácil fisgar, porque o anzol tem uma área menor para atravessar. No espaço vazio ainda se podem colocar essências para atrair o peixe. Nesse caso, tampe o lugar com um pedaço do miolo do corpo. A dica vale para minhocas de 6'a 7' polegadas com cauda ribbon tail.
NADO MAIS SEDUTOR
Um artifício bastante eficiente para aumentar a mobilidade dos shads é fazer pequenas marcas verticais usando uma faca aquecida. Outra maneira é deixar mais fina, com uma tesoura, a parte próxima a cauda.
MANUTENÇÃO E LIMPEZA
Manutenção preventiva e limpeza regular significam mais do que uma pescaria tranqüila na hora em que a tralha for exigida por um peixão. Essas práticas garantem também a valorização da peça quando você resolve vendê-la para comprar algo melhor.
Nesses últimos dez anos, troquei de equipamentos até conseguir aqueles que combinassem perfeitamente com meu jeito de pescar. Foi graças a uma manutenção adequada que sempre consegui um bom retorno.
É comum o pescador chegar de viagem e deixar a tralha no canto, sem limpeza e sem manutenção. Uma tralha mal cuidada perde valor no mercado de usados.
Manutenção preventiva é importante na hora da pesca e é um bom negócio na hora de trocar o equipamento. Seu bolso vai agradecer!
MANUTENÇÃO NECESSÁRIA
Para evitar transtornos durante a pescaria, costumo fazer manutenções periódicas nos meus equipamentos. Especialmente as rodas e rolamentos da carreta que puxa o barco, de que muitos pescadores esquecem. Esta é uma medida que evita acidentes, pois a roda pode se soltar no embarque ou desembarque. Os rolamentos do eixo sofrem com a entrada de água, que enferruja as peças. Para solucionar, basta um serviço simples e barato. O kit de rolamentos custa R$ 35,00, a graxa especial sai por R$ 9,00 e a mão-de-obra na faixa de R$ 50,00. Aproveite também para checar os pneus e balancear as rodas.
MENOS PEIXES PERDIDOS
Na pesca do robalo, descobri que perco menos peixes depois de fisgados ao trocar os anzóis convencionais dos camarões artificiais pelos circle hooks. Costumo usar tamanhos entre 2/0 a 4/0, mas com o cuidado de não usar um anzol muito grande para evitar que a isca nade de lado. É preciso ter sangue frio quando se faz esta alteração para não fisgar na hora da mordida, só deixe a linha esticada e espere que o peixe se enrosque sozinho
MOSCAS SOLTINHAS
Eu prefiro armazenar as minhas iscas de fly em uma caixa em que as moscas, especialmente as pequenas, como as moscas secas que são feitas com penas e outros materiais delicados, fiquem soltas. Isso evita que as penas e pêlos amassem e atrapalhem o trabalho da isca.
NA MEDIDA PARA OS GRANDES
Transformada a partir da isca 91MR, a Sputinick é uma das melhores iscas criadas para o robalo. O principal atrativo é o nado que ela faz após mergulhar chamado volta de "ré", um movimento semelhante ao do camarão e que permite que a isca trabalhe por mais tempo em uma determinada região provocando o peixe. Uma forma bem fácil para imitar essa ação é transformar a isca 7MR da seguinte maneira: retirar a garatéia traseira com o pitão. Como o peso fica concentrado na frente, depois de mergulhar, ela fará o movimento idêntico ao da consagrada isca.
NADA DE CABELEIRAS
Ao usar a linha multifilamento em molinetes, é importante colocar menos linha na bobina do que se colocaria caso se utilizasse a linha monofilamento. Esse procedimento evita as cabeleiras. Usar um leader mais curto também atenua o problema. Outra dica é usar os molinetes mais modernos, que enrolam a linha de forma bastante uniforme.
SALSICHA FLOATING
Uma da melhores iscas para fisgar os pacus em pesqueiros é a salsicha. Quando os peixes estão manhosos e só se alimentam na superfície, é preciso inovar. Para preparar a salsicha flutuante, basta cortar um pedaço no tamanho de 5 cm. Em seguida, retire o miolo com algum cano e coloque no lugar um pequeno pedaço de isopor. Depois prenda o anzol (3/0), que deve ser amarrado direto na linha, sem encastoado, e trave com pedaços de espaguete cru ou palito de dente, para que não solte na hora do arremesso.
NEM SEMPRE "QUANTO MAIS É MELHOR"
Cuidado com os excessos. Nem sempre o "quanto mais é melhor" se aplica. No caso de manutenção de molinetes e/ou carretilhas, isso é uma grande verdade. Lavar equipamentos em água doce e corrente não causa mal algum, pelo contrário, só benefícios. Já desmontar e montar com freqüência pode acarretar problemas, principalmente no ajuste das peças que compõem o mecanismo. Abrir o conjunto é importante, mas o faça apenas quando necessário.
Outro exemplo comum e prejudicial é o excesso de lubrificação das engrenagens e principalmente dos rolamentos. Muito óleo ou graxa acabam formando uma pasta que atrai partículas suspensas no ar e poeira. Em pouco tempo essa pasta ganha consistência e funciona como um freio junto aos rolamentos. Dependendo de onde se usa o equipamento, teremos uma pasta nociva, pois partículas de sal e areia podem se juntar a ela. Nesse caso, além de frear sua carretilha, haverá uma ação abrasiva em função do atrito junto aos rolamentos e engrenagens.
Não esqueça: quem cuida, tem!
NÓ DA CHAVE
Alguns nós, como o nó da agulha ou nó único para anzóis pequenos, são complicados de serem confeccionados, até mesmo por experientes pescadores. Tanto é assim que atualmente encontramos ferramentas especiais que nos ajudam na montagem. São ferramentas importadas com desenhos especiais e que chegam a custar de R$ 20 a R$ 30. Uma solução prática e barata é comprar uma chave (no chaveiro) sem desenho – o valor é de R$ 1,50 a R$ 3,00. Para fazer o nó basta encaixar a linha de fly ou a haste do anzol no sulco da chave e fazer o nó normalmente. Em seguida, deslize o conjunto formado para a linha ou a haste do anzol para apertar e finalizar
O NOME NA ARTIFICIAL
Como eu sempre estou com vários pescadores a bordo de uma lancha é comum que as nossas iscas artificiais se misturem. Para acabar com a confusão eu recomendo aos meus clientes que escrevam o nome ou a abreviação em suas iscas com uma caneta de retro projetor, cuja tinta não sai na água
SEGURO E FÁCIL DE AJUSTAR
O melhor peso para a modalidade split shot são os modelos que vem com uma abertura e um tubo de silicone. Eles, além de não marcarem a linha ao serem presos, podem ser ajustados facilmente e na altura que você desejar. Caso não os tenha, fixe o chumbo comum com uma pequena tira de elástico. Para isso dobre um pedaço de cabo de aço e a introduza pelo orifício do peso mais a linha. Em seguida, passe um pedaço elástico e puxe o cabo-de-aço
HEAD JIG CASEIRO
É comum que novas técnicas de pesca apareçam aqui antes dos materiais adequados para praticá-la. Um exemplo é a cabeça de jig usada no jig wacky. Para solucionar a dificuldade que tinha de achar a cabeça de jig, passei fabricar as minhas próprias. Para montá-las, escolho um anzol – que pode ser o seu predileto – e prendo um pequeno peso usado para split shot. Após fixar o chumbo, dou uma lixada na base da cabeça, para que, ao encostar no fundo, a ponta sempre fique com a ponta para cima. Também pode-se usar um molde de jig (encontrada em lojas dos EUA e Japão) e fundir a cabeça de chumbo ao anzol
PERFEITA UNIÃO
Antes de iniciar a pescaria veja se o encaixe da vara (ferrule) está limpo para que não haja problemas no momento de desunir as seções. Também verifique se não há folga nas partes da vara na hora do pincho, pois além de atrapalhar o arremesso, ela pode ocasionar a quebra do blank
PESQUEIRO MELHOR EXPLORADO
Para diminuir a velocidade da embarcação nas corredeiras e explorar melhor os pontos de pesca eu uso o seguinte artifício: amarro um pneu cortado ao meio na proa por meio de uma corda de seis a oito metros
PONTA PROTEGIDA
Para evitar acidentes com os bicheiros afiados eu costumo prender o meu em baixo das almofadas da borda da lancha e proteger a ponta com um acabamento que é normalmente usado para embutir a parte elétrica de equipamentos eletrônicos.
CAIXA DE MOSCAS PERSONALIZADA
Nos últimos anos, passei a montar minhas próprias caixas de moscas que, além de baratas, são feitas de acordo com as minhas necessidades. Para fabricar, uso caixas plásticas que não soltam a tampa, polietileno expandindo – vendido em armarinhos ou lojas que vendam materiais plásticos para embalagens, como o plástico bolha – e cola quente. Em seguida corto três pedaços do polietileno e colo um na parte de dentro da caixa, outro na parte interna da tampa e outra na parte externa da tampa. Esta última é bastante útil durante a pescaria, pois serve para secar as moscas e deixá-las presas enquanto mudamos de lugar, evitando que elas voem.
PRENDA CORRETAMENTE A ISCA
Os passadores das modernas varas de pesca têm um anel de material cerâmico (óxido de alumínio, alconite, carboneto de silicone - SIC entre outros). Esse tipo de material serve para diminuir o atrito e, conseqüentemente, a temperatura gerada por ele, preservando assim as nossas linhas. Mas os materiais podem ser danificados e as rachaduras que apresentam nessas circunstâncias os tornam extremamente cortantes. Uma boa dica para evitar esses problemas é não prender as iscas diretamente nos anéis. Se a vara não dispuser de um local específico (normalmente ela é prendida no hook keeper), coloque a isca na armação do passador.
DEDOS PROTEGIDOS
Para a pesca de grandes peixes com equipamento de mosca, sempre utilizo uma ou duas dedeiras, para evitar que o atrito da linha com os dedos queime na hora da fisgada ou na arrancada do peixe. Para isso, utilizo tubos recortáveis feitos com tecido elástico e silicone na parte interna. Este material é destinado a calos e pode ser encontrado em casas especializadas em ortopedia. Outra opção é usar uma luva com a ponta dos dedos cortada.
EVITANDO PERDAS
As linhas feitas com o monofilamento de náilon perdem características como resistência e elasticidade quando expostas aos raios solares e a água salgada. Para evitar a perda do peixe por causa do rompimento da linha danificada, é preciso trocá-la constantemente. Um dos sinais para troca da linha é quando o monofilamento perde o brilho e fica opaco
SAIR DA LINHA
Algumas espécies, como a saicanga e a cachorra, têm a boca muito dura, além de potentes dentes. Essas são características que dificultam a fisgada quando se usa o equipamento de mosca. Uma solução bem simples para resolver a questão na pescaria é desalinhar a ponta do anzol em relação à haste, tornando-o parecido com o anzol off set.
SEM MEMÓRIA
As linhas de moscas quando ficam armazenadas na carretilha por longos períodos costumam enrolar e assim impedir um bom arremesso. Para evitar que esse tipo de memória fique impresso na linha, enrole-a com menos pressão e antes da pescaria estique a linha com as mãos, especialmente as linhas mais duras, preparadas para altas temperaturas.
SEMPRE LIMPA
Uma boa providência para manter a linha de fly sempre limpa, principalmente em casos de emergência, como à beira de um rio, é levar um tufo de algodão umedecido com limpador de linha.
SEU CANIÇO DE PESCA MERECE ATENÇÃO!
O equipamento que mais sofre na hora da briga com o peixe é o caniço de pesca. É ele que se esforça para lançar a isca. Enverga-se todo para cansar o peixe. Amortece o impacto que a linha sofre. Resumindo, a vara faz de tudo para que você tire o exemplar da água e é posta de lado assim que o peixe é embarcado.
Esse equipamento merece atenção, não deve ser encostado no canto ao chegar da pescaria.
Seus componentes precisam ser limpos sempre. O recolhimento da linha, por exemplo, traz resíduos que se acumulam no anel e na moldura. Se o uso é em água salgada, os passadores podem ser atacados pela corrosão.
Ao voltar de uma pescaria, leve o caniço para tomar banho, limpando as molduras e o anel com uma escova de dente. Deixe secar e confira o estado do anel procurando por fissuras que possam romper a linha, se achar troque-o. Preste atenção na resina de acabamento, repare se está infiltrando água. Caso esteja, é necessário que você ou um profissional reaplique o produto.
TIRA DE VELCRO RESOLVE
Quando se usam carretilhas elétricas para pescar com jigs, o movimento de sobe e desce realizado com a vara pode danificar o cabo elétrico que fica no terminal da carretilha. Eu costumo prender o cabo com uma tira de velcro ao cabo da vara para eliminar esse problema.
O TREINAMENTO
Uma das melhores formas para melhorar o arremesso com equipamento de fly é gastar um tempinho treinando. Para isso, tenha em mente os seguintes tópicos:
- Mantenha-se relaxado; mentalize o arremesso e o visualize por completo antes de executá-lo;
- Não faça uma grande quantidade de arremessos; mantenha o foco na qualidade de cada um deles;
- Tente descobrir onde você está errando; analise seus movimentos.
UM DIA ANTES
Algumas poucas providências devem ser tomadas na véspera para que a pescaria saia redonda:
• Abastecer o motor de popa com óleo 2T e gasolina;
• Fazer o funcionamento motor em terra;
• Calibrar os pneus da carreta sem esquecer do estepe.
• Conferir a parte elétrica da carreta;
• Abastecer o veículo de tração;
• Separar três conjuntos super balanceados;
• Separar cuidadosamente as iscas prediletas e propícias para o peixe escolhido e para o local da pescaria.